Margem de lucro no Olist Tiny, como fazer a conta

Equipe Truesail · Publicado em

Quem usa o Olist Tiny e procura a margem de cada pedido não encontra um relatório pronto. A lista de relatórios de vendas, conferida em outubro de 2026, traz notas fiscais por operação, por cliente e por produto, além da evolução do faturamento, e nenhum relatório de margem ou de lucro.

O ERP guarda boa parte do que a conta precisa, e o que falta chega por outros caminhos. Este guia mostra onde está cada número, como deixar o custo do produto certo e como montar a margem de cada pedido. As regras citadas são as da Central de Ajuda da Olist, nas versões atualizadas em janeiro e fevereiro de 2026.

O que o Olist Tiny guarda e o que fica fora do pedido

Uma parte da conta já está no sistema, porque nasce com o pedido ou com o cadastro do produto. É a parte mais fácil de juntar:

Faltam, na mesma tela, o frete que a loja pagou à transportadora, a taxa do meio de pagamento ou do canal e o imposto daquele pedido. Esses valores chegam pela fatura da transportadora, pelo extrato de pagamentos e pela apuração do imposto, quase sempre dias ou semanas depois da venda.

O custo que o ERP calcula, se a entrada for feita certo

O Olist Tiny tem um recurso chamado Formação de Preços. Ele fica em Suprimentos, nas notas de entrada ou nas ordens de compra, no menu de contexto de cada uma, e atualiza o custo dos produtos e o custo médio a partir da compra.

Segundo a ajuda da Olist, o preço de custo soma o valor unitário, o imposto de importação, o frete, o seguro, o ICMS ST, o IPI e as outras despesas da nota. Do total saem o desconto e os impostos que a empresa recupera.

O custo médio combina o saldo e o custo médio que já existiam com a quantidade e o custo da nova compra, divididos pelo saldo total. É a forma que acompanha o que a empresa pagou, de fato, pelo estoque que está vendendo.

O problema aparece quando a mercadoria entra por outro caminho. Uma loja que dá entrada sem a formação de preços, ou que lança o frete da compra como despesa de transporte, pode ficar com o custo do produto menor do que ele é, e toda margem calculada em cima dele sai alta.

Com números inventados, uma garrafa térmica cadastrada com o custo da primeira nota, R$ 45,00, já custa R$ 50,21 quando entram o frete de entrada e as compras seguintes. O guia sobre CMV mostra essa conta passo a passo.

O markup não garante a margem

A mesma ajuda descreve o markup como o índice que calcula o preço de venda garantindo a margem de lucro desejada. Ele garante a margem sobre os custos que entraram nele, e no cadastro o markup é aplicado sobre o custo do produto.

Com números inventados, um markup de 2,4 sobre os R$ 50,21 da garrafa leva o preço a R$ 120,50. Sobre o custo, a margem parece de 58,33%, porque só o produto foi descontado.

O pedido real tem mais saídas. Com R$ 7,23 de imposto a 6%, R$ 6,01 de taxa do cartão a 4,99%, R$ 3,50 de embalagem e R$ 22,00 de frete pago à transportadora, sobram R$ 31,55, ou 26,18% do preço.

Para um cliente mais distante, com frete de R$ 38,00, o mesmo produto com o mesmo markup deixa R$ 15,55, ou 12,90%. O preço não mudou, e a margem caiu pela metade por causa do destino.

O markup continua útil para formar o preço de partida. O que ele não faz é dizer quanto sobrou de cada pedido, e o guia sobre markup e margem mostra por que os dois números nunca coincidem.

Como montar a margem de cada pedido

A conta usa o que o Olist Tiny já guarda e completa com o que vem de fora. Do preço do pedido, somado ao frete cobrado do cliente, saem o custo do produto, o imposto, a taxa do meio de pagamento ou do canal, a embalagem e o frete pago à transportadora.

A ordem abaixo junta cada número sem precisar de outro sistema. Os dois primeiros já estão no Olist Tiny, e os outros três vêm de fora:

  1. Preço, desconto e frete cobrado: copie do pedido ou da nota fiscal.
  2. Custo do produto: use o custo médio do cadastro, depois de conferir se as últimas entradas passaram pela formação de preços.
  3. Imposto: aplique a alíquota efetiva do seu regime sobre o valor da nota, e não a alíquota que o fornecedor destacou na compra.
  4. Taxa: use a do extrato do meio de pagamento ou a comissão do canal em que o pedido entrou.
  5. Frete pago: use o valor da cotação no dia do envio e confira depois com a fatura da transportadora.

O frete é o número que mais se afasta do previsto. A cotação nem sempre é o valor da fatura, e o guia de cotação de frete mostra por que os dois se separam e o que conferir.

Uma conferência por mês fecha o ciclo. Some o frete das faturas, as taxas do extrato e o imposto apurado, e compare com o que a sua conta somou no período, pedido a pedido ou numa amostra dos que mais vendem.

Perguntas frequentes

O Olist Tiny mostra a margem de lucro de cada pedido?

Nos relatórios de vendas conferidos em outubro de 2026, não. O sistema guarda o preço, o desconto, o custo do produto e o frete cobrado, e a conta precisa ser montada à parte.

Onde o Olist Tiny calcula o custo médio do produto?

Na formação de preços, a partir das notas de entrada ou das ordens de compra. O custo médio combina o saldo e o custo anteriores com a quantidade e o custo da nova compra.

O markup do Olist Tiny garante a margem de lucro?

Garante só sobre os custos que entraram no markup. O frete, a taxa e o imposto de cada pedido mudam o que sobra, como mostra o exemplo deste guia.

Onde o Truesail entra

O Truesail lê os pedidos, os produtos e as notas do Olist Tiny e faz a conta deste guia para cada pedido, antes da nota. O frete é cotado em todas as transportadoras cadastradas, e quanto sobra aparece com o custo do produto, as taxas, o imposto e a embalagem na mesma conta.

Depois, a transportadora escolhida, a forma de envio e os volumes voltam para o pedido no Olist Tiny. A página da integração com o Olist Tiny mostra o que o Truesail lê e o que grava.

Falar no WhatsApp Como funciona

Quando alguma dessas contas muda, sai no Observatório: tributação, frete, pagamentos e canais de venda, com o efeito no custo de cada pedido.