Equipe Truesail · Publicado em
Quase toda empresa que vende produto físico acompanha a margem de alguma forma. A diferença está no momento em que a conta acontece e nos custos que ela enxerga, e é aí que as formas de acompanhar se separam.
Este guia compara as quatro formas mais comuns de acompanhar a margem por pedido, sem citar marca. Para cada uma, mostra o que ela resolve, onde falha e para que tamanho de operação faz sentido.
Antes das quatro formas, vale ver o tamanho da diferença com um pedido só. Um produto vendido por R$ 200,00, com custo de R$ 100,00, mostra 50% de margem quando a conta usa só o preço e o custo cadastrado.
A mesma venda tem mais coisas saindo do caixa. Com R$ 9,00 de taxa do cartão, R$ 12,00 de imposto, R$ 22,00 de frete pago pela loja e R$ 3,50 de embalagem, sobram R$ 53,50, ou 26,75% do preço.
O pedido é o mesmo nos dois casos. O que muda é quantos custos a forma de acompanhar consegue enxergar, e em que momento ela faz a conta. A margem real de um pedido mostra cada um desses custos em detalhe.
É a forma mais comum e a mais flexível. Cada empresa monta a sua, com as colunas que fazem sentido para o próprio negócio, e ela aceita qualquer custo que alguém se lembre de lançar.
O limite é o trabalho. Cada pedido novo pede custo, frete, taxa e imposto digitados ou copiados de lugares diferentes, e a planilha só sabe o que alguém colocou nela. Com poucos pedidos por dia, funciona bem. Com dezenas, a conta passa a chegar atrasada ou incompleta.
Muitos sistemas de gestão mostram uma margem por venda ou por produto. A vantagem é que ela já está ali, sem trabalho extra, ao lado do pedido e da nota.
A margem do ERP costuma usar o preço de venda e o custo cadastrado do produto. Nem sempre ela inclui o frete que a loja pagou, a taxa do pagamento daquela venda ou a comissão do canal em que o pedido entrou. Quando inclui, o número costuma aparecer depois da nota emitida, quando o pedido já saiu. O guia sobre o que o ERP não calcula mostra quais custos ficam de fora com mais frequência.
Quem vende em marketplace encontra ferramentas que puxam as vendas do canal e mostram a margem de cada pedido, com a comissão e o frete daquele canal. A vantagem é a precisão dentro do canal, porque as regras de cobrança vêm do próprio marketplace.
O limite é o alcance. Essas ferramentas enxergam o canal a que estão ligadas, e a conta acontece depois da venda. A loja virtual própria, a venda por representante e as transportadoras contratadas por fora costumam ficar de fora do mesmo painel.
A quarta forma faz a conta no momento em que o pedido entra, antes de a nota ser emitida. O pedido chega do ERP, o frete é cotado nas transportadoras da empresa, e o custo do produto, as taxas, o imposto e a embalagem entram na mesma conta.
A vantagem é o momento. O pedido que daria prejuízo aparece enquanto ainda dá para trocar o frete, rever o desconto ou escolher outra transportadora. O limite é a implantação, porque a conta depende de custos, tabelas de frete e regras de cada canal cadastrados uma vez, com cuidado.
| Quando a conta acontece | Custos que costuma enxergar | Trabalho manual | |
|---|---|---|---|
| Planilha | Quando alguém lança | Os que forem digitados | Alto, a cada pedido |
| Margem do ERP | Depois da venda ou da nota | Preço e custo cadastrado | Baixo |
| Ferramenta de marketplace | Depois da venda | Comissão e frete do canal | Baixo |
| Cálculo antes da nota | Quando o pedido entra | Custo, frete, taxas, imposto e embalagem | Baixo, depois da implantação |
Nenhuma das quatro é errada. Cada uma responde bem a uma pergunta, e o problema começa quando a empresa usa a resposta de uma para a pergunta de outra.
Com poucos pedidos por dia e um canal só, a planilha bem mantida resolve. O custo de uma ferramenta não se paga, e o controle manual ainda cabe no dia.
Com vendas concentradas num marketplace, a ferramenta daquele canal dá a precisão que a planilha não alcança. Ela cobre bem o canal e deixa o resto da operação fora da conta.
Com dezenas de pedidos por dia, mais de um canal e mais de uma transportadora, o momento passa a pesar mais que o detalhe. A margem que aparece depois da nota serve para o relatório do mês, e a que aparece antes dela serve para decidir o pedido.
O Truesail é a quarta forma deste guia. Os pedidos entram sozinhos do seu ERP e o frete é cotado em todas as transportadoras cadastradas. Quanto sobra de cada pedido aparece antes da nota, com o custo do produto, as taxas, o imposto e a embalagem na mesma conta.
Ele trabalha ao lado do ERP, sem substituir nada do que ele já faz. A margem antes de faturar mostra cada parte dessa conta.
Quando alguma dessas contas muda, sai no Observatório: tributação, frete, pagamentos e canais de venda, com o efeito no custo de cada pedido.