O Pix respondeu por 50,53% dos pedidos pagos nas lojas da Nuvemshop em agosto de 2026, contra 44,94% do cartão de crédito. É alta de 1,18 ponto percentual em relação a agosto de 2025. Os números estão na edição de agosto do Radar do Ecommerce D2C, publicada pela plataforma em 1º de setembro de 2026.

A base é de mais de 100 mil lojas ativas no Brasil, e o corte considera pedidos efetivamente pagos entre 1º e 31 de agosto, comparados ao mesmo mês de 2025 e a julho de 2026. Com metade dos pedidos em Pix, metade do dinheiro entra no mesmo dia, sem prazo de recebível e sem custo de antecipação.

Quanto se vendeu em agosto

As lojas da base somaram 2,81 milhões de pedidos no mês, alta de 39,9% sobre agosto de 2025, com faturamento 50,3% maior. O ticket médio ficou em R$ 288,04, alta de 7,5%.

A semana do Dia dos Pais puxou o resultado: 699,7 mil pedidos, alta de 40,4%, e faturamento 48,2% acima da semana equivalente de 2025.

O relatório não abre a participação do boleto, não separa ticket médio por meio de pagamento e não traz dado de parcelamento.

O que a virada do Pix muda no caixa

O efeito atinge quem vende direto ao consumidor em loja própria. Cada ponto que migra do cartão para o Pix é liquidação imediata em vez de recebível de 30 dias ou de antecipação com desconto. Para uma operação que hoje antecipa recebível para pagar fornecedor, isso reduz o volume a antecipar e o custo financeiro que vem junto.

O outro lado é o crédito. O cartão parcelado é o que permite vender item de valor alto, e ele perdeu participação. Quem vende ticket alto e depende de parcela sente a migração de forma diferente de quem vende item barato.

O lojista que quiser saber se está dentro do movimento precisa olhar a própria quebra de meios de pagamento dos últimos doze meses, e não o número agregado. A base do Radar é de lojas D2C na Nuvemshop: quem fatura a maior parte em marketplace tem mix de pagamento definido pelo checkout do marketplace, não pelo próprio, e não está representado aqui.