O e-commerce brasileiro faturou R$ 125 bilhões entre janeiro e junho de 2026, alta de 24,37% sobre os R$ 100,5 bilhões do mesmo período de 2025. O número é da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, a ABIACOM, e foi divulgado em 10 de agosto de 2026.
Foram 242 milhões de pedidos no semestre, com ticket médio de R$ 517. Para quem embala e despacha, é esse o número que pesa: 242 milhões de pedidos em seis meses é a carga que a malha de transporte absorveu no período.
O que a associação projeta para o ano
A ABIACOM espera fechar 2026 com 460,87 milhões de pedidos e faturamento acima de R$ 260 bilhões. Descontado o primeiro semestre, a projeção implica 218,87 milhões de pedidos entre julho e dezembro, volume menor que o já realizado de janeiro a junho, mesmo com Black Friday e Natal no intervalo.
A entidade aponta a inteligência artificial na personalização da oferta como vetor do segundo semestre. Não divulgou quanto disso já está no número do primeiro semestre.
O que o dado não responde
A associação não publicou o levantamento em seu site. A seção de estudos, a de notícias e o painel de dados foram consultados em 9 de setembro de 2026 e não trazem o balanço do semestre. Os valores circulam por atribuição à entidade nos veículos que os noticiaram entre 10 e 12 de agosto de 2026.
Sem metodologia publicada, não dá para saber quais lojas entram na amostra nem se marketplaces estrangeiros que despacham para o Brasil estão contados. Quem usa o dado para dimensionar estoque e frete no segundo semestre trabalha com projeção de entidade, não com apuração fechada.
Também não há abertura por categoria, por região nem por canal. O vendedor que cresceu 10% no semestre não tem como saber se ficou abaixo da média do próprio segmento ou acima dela, porque o corte que permitiria essa comparação não foi divulgado.
Outra entidade estimou R$ 208,4 bilhões para o mesmo semestre, com 756,7 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 275,50 — número que este Observatório publicou em 11 de agosto. O ticket das duas estimativas difere em quase 90%, o que indica amostras diferentes, não erro de uma delas. Nenhuma das duas publicou metodologia. Quem usa o dado precisa saber qual dos dois universos se parece com o seu.