Lojista que vende por site próprio, WhatsApp ou loja virtual passa a poder contratar a rede de entregadores do iFood para levar o pedido. O serviço se chama Envios iFood e foi apresentado em 16 de setembro de 2026, no evento iFood Move 2026. Farmácias, pet shops, mercados e lojas em geral estão entre os públicos citados pela empresa.

O preço não foi divulgado. O iFood informou que o valor varia conforme a dimensão do produto e a distância, o que deixa quem quer orçar sem base de comparação até a cotação caso a caso.

Como o serviço funciona

A contratação é por integração. O lojista conecta a própria plataforma de e-commerce ou o sistema de gestão à API do iFood, e o pedido entra na mesma malha usada para entregar comida. A rede tem 600 mil entregadores parceiros.

O prazo anunciado é de entrega a partir de uma hora. A operação começa restrita a encomendas pequenas, transportadas por moto, com expansão a outros modais prevista pela empresa sem data.

Na fase de teste, o serviço fez 500 mil entregas. O iFood projeta chegar a 1 milhão em outubro de 2026.

Nuvemshop é uma das portas de entrada

A primeira integração anunciada é com a Nuvemshop, plataforma de loja virtual com cerca de 180 mil lojistas. Segundo a Exame, a logística do iFood pode aparecer como opção de entrega rápida quando o consumidor fecha o pedido.

Quem vende por outra plataforma depende de integração própria via API. A contratação direta por outros comerciantes é plano posterior, sem data, segundo a Exame.

O que conferir antes de contar com isso

A cobertura geográfica não foi divulgada. Nenhuma das fontes lidas traz lista de cidades atendidas, o que significa que o lojista precisa testar o próprio CEP de origem e os CEPs de destino que mais despacha antes de anunciar prazo de uma hora ao cliente.

O efeito, quando a cobertura existir, é sobre o prazo prometido na vitrine. Entrega em uma hora muda a página de produto e muda a política de frete grátis, porque o custo de uma corrida de moto não é o mesmo de uma postagem que roda dois dias na malha.

Quem não fizer nada continua com o frete que já contrata. O Envios iFood é opção adicional, não substituição obrigatória, e nenhuma das fontes lidas menciona exclusividade para quem aderir.

O outro lado do balcão é o entregador. A empresa diz que o serviço leva mais corridas aos horários fora do almoço e do jantar, quando a demanda de comida é menor.