Tecnologias antifraude barraram 108.881 tentativas de fraude em pagamentos de lojas virtuais em julho, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian, divulgado em 18 de setembro de 2026. Se tivessem passado, essas transações somariam R$ 92,2 milhões em prejuízo, quase R$ 3 milhões por dia.
Quem vende celular e eletrônico está no ponto mais exposto do levantamento. Nessas categorias, a fatia de transações identificadas como fraude ficou entre 2,29% e 4,52%, contra média de 0,8% no mês.
A média passou de 3,5 mil tentativas bloqueadas por dia. O pedido fraudulento médio foi de R$ 838,88, e o legítimo, de R$ 554,87. A diferença é de 51,2%.
Onde o risco é maior
A Serasa mede o risco como a proporção de transações identificadas como fraude sobre o total analisado em cada categoria. As três com risco mais alto em julho:
- Celulares: 4,52%
- Eletrônicos: 3,34%
- Acessórios eletrônicos: 2,29%
Em número de tentativas a ordem é outra. Beleza teve 10.901, saúde 6.835 e calçados 6.013.
No valor que teria sido perdido, saúde lidera com cerca de R$ 5,5 milhões. Depois vêm beleza, com R$ 3,14 milhões, e eletrodomésticos, com R$ 3,09 milhões. Segundo a empresa, essas categorias continuam entre as de maior volume de tentativas, como nos meses anteriores. O comunicado não traz os números desses meses para comparar.
O que o número cobre
Os números são do Mapa da Fraude, levantamento da própria Serasa Experian. O comunicado não informa quantas transações foram analisadas nem quantas lojas compõem a base.
Para o lojista, a conta que importa é a da própria categoria. Loja de celular, eletrônico ou acessório eletrônico vende nos três segmentos em que a proporção de fraude mais superou a média de 0,8%. Loja de beleza, saúde ou calçados está entre as que mais receberam tentativas em número absoluto, mas fora das três de maior risco proporcional.
A diferença de 51,2% entre o pedido fraudulento e o legítimo é a média do levantamento inteiro. O comunicado não abre esse número por categoria.