A pesquisa CNDL/SPC Brasil estima 139 milhões de compradores online no Brasil nos últimos 12 meses, 20 milhões a mais que no levantamento de 2025. O número parte de 85% dos consumidores digitais das capitais, que declararam ter feito ao menos uma compra pela internet no período. A divulgação é de 27 de julho de 2026, com coleta de campo entre 25 de maio e 4 de junho.
Dois resultados batem direto na operação de quem entrega. O consumidor aceita esperar 4,5 dias em média antes de se declarar insatisfeito com o prazo, e 27% relataram problema na última compra, contra 20% no ano anterior.
O que compram, quanto gastam e como pagam
As categorias mais compradas no último mês colocam o online na rotina.
- Vestuário: 48%
- Delivery de comida: 42%
- Remédios e produtos de saúde: 36%
- Cosméticos: 33%
- Artigos para casa: 30%
A frequência subiu de 4,6 para 5,1 pedidos por mês. O ticket médio da última compra ficou em R$ 225, praticamente igual ao do ano anterior.
No pagamento, 72% dos consumidores usam Pix nas compras online e 60% usam cartão de crédito. A pesquisa mede quantas pessoas usam cada instrumento, não a fatia de transações.
Frete e falha de entrega
Frete grátis é o principal critério de escolha para 60% dos entrevistados. O custo do frete continua entre as desvantagens apontadas do canal, citado por 37%.
Os 27% que relataram problema na última compra se decompõem em entrega fora do prazo (8%), produto diferente do anunciado (7%) e produto danificado (6%).
O que o número não cobre
A base é de consumidores digitais residentes em capitais: 800 casos, margem de erro de 3,5 pontos percentuais e 95% de confiança. Não há recorte para municípios do interior, nem por porte de vendedor, nem por canal. Quem vende fora das capitais não encontra nesta pesquisa a sua própria penetração.
Quem opera entrega tem na média de 4,5 dias uma régua de comparação. Prazo prometido acima disso passa a ser um dado a testar contra a conversão da própria loja, e não um número neutro.
O 27% de problema na última compra é custo. Cada ocorrência puxa atendimento, reenvio ou logística reversa, e o avanço de 7 pontos percentuais em um ano indica onde a conta cresceu sem que o ticket de R$ 225 acompanhasse.