A Meta começa a cobrar, em 1º de outubro de 2026, por dois tipos de mensagem que hoje saem de graça na WhatsApp Business Platform. O primeiro são as mensagens de serviço, as respostas livres que a empresa manda dentro da janela de atendimento de 24 horas aberta pelo cliente. O segundo são os templates de utilidade enviados dentro dessa mesma janela. Até 30 de setembro os dois formatos continuam sem cobrança.

Quem confirma pedido, avisa que a encomenda saiu, manda código de rastreio e responde dúvida por API passa a pagar por mensagem entregue nesses dois casos. A linha de custo que hoje é zero aparece na fatura de outubro.

A tarifa das mensagens de serviço será a mesma já aplicada às mensagens de utilidade e de autenticação em cada mercado, sem desconto por volume. Para o template de utilidade, a mudança é o fim de uma isenção: a mensagem enviada dentro da janela aberta era gratuita e passa a ser cobrada por unidade, como já ocorre com a enviada fora da janela.

O que continua sem cobrança

A janela de entrada gratuita de 72 horas segue valendo. Conversa que nasce de anúncio click-to-WhatsApp abre esse período, e a entrega das mensagens dentro dele continua sem custo. Quem concentra atendimento em campanhas pagas do Facebook e do Instagram sente menos a mudança do que quem recebe contato espontâneo do cliente.

A cobrança vale para a WhatsApp Business Platform, a interface de API usada por integrações, plataformas de e-commerce e provedores de mensageria.

Quem sente e o que conferir até 30 de setembro

São 21 dias entre a publicação desta matéria e a data. O efeito é proporcional ao volume, e recai primeiro sobre quem usa o WhatsApp como canal transacional: loja que dispara notificação de pedido e de entrega, operação de pós-venda que responde cliente no chat, e transportadora que envia atualização de rastreio pelo número da empresa.

Sem nenhuma ação, nada quebra. O que muda é o valor da fatura, que passa a somar duas categorias antes zeradas. O provedor que intermedeia a API costuma repassar a tarifa da Meta com margem própria, então o custo final não é o da Meta.

Três pontos dependem do caso de cada um e precisam ser checados no painel do provedor. Quantas mensagens de serviço a operação envia por mês, hoje contabilizadas como gratuitas. Quantos templates de utilidade caem dentro da janela de 24 horas, que são os que mudam de preço, e quantos caem fora, que já eram cobrados. E qual a fatia das conversas que entra por anúncio click-to-WhatsApp, porque essa parcela mantém as 72 horas gratuitas.